Constantemente sinto-me reduzido a migalhas e isso não condiz comigo.
Sem teu afeto que me mantinha em linha reta, me pego em curvas fora da
tua frequência.
Sei que estamos distantes, em planos temporais diferentes, longe do
amor que já existiu.
Meu bem, já me é irrelevante se tua conversa boa e risada não residem
no meu egoísmo.
Eu tenho cobiçado a coragem de andar na solidão de um rei orgulhoso, ou
da criatura que assombra os contos.
No meu mundo secreto-imaginário, onde pessoas solitárias são felizes, duvido da sombra de tudo e de todos.
Fulminante. Não lembro como era confiar em você.
Constantemente sinto-me com um nó na garganta e um medo descontrolado
Mas não revelo o que me causa tormento, me nego a sensação de
insignificância.
Contudo, sei
Estou exausto, talvez minha força seja ilusão.
Apenas um rei tomado pelo medo. Uma fera acorrentada.
Olívia.
Nossa, estou fôlego lendo isso.
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