sábado, 24 de março de 2018

Lavrado


Linhas da morte pitadas na estrada.
Porteiras de madeira nas entradas.
Pneus deslizando em curvas,
miragens de águas turvas.
O lavrado desaba em buritizais,
Que nos levam as Serras com seus cheiros.
Da pra ver que a chuva cai distante.
Em um contraste com o céu de outrora, azul e brilhante.
O tempo passa.
O fogo se apaga e só sobra fumaça.
A noite se aproxima,
O sol vai iluminar outras partes do mundo acima.
Por trás da silhueta das Acácias ainda brilha o céu.
Dessa vez numa intensa
cor de mel.

Matheus Barreto Marques de Carvalho
07/12/2014

Dia após dia

Meu único arrependimento foi tentar por muitos anos viver sem arrependimentos.

Meu único pecado, como de todas as pessoas, foi o de ter amado.

A solidão é um vazio que me preenche.

Minha cabeça pesa como se fosse um balão que mesmo cheio de concreto persiste em flutuar.

Que direito tem tal mazela de levar a alegria e os sonhos das pessoas?

Antes leva-se propriamente a vida,
e desse descanso pleno a quem bebe dia após dia por engano desse veneno.

Matheus Barreto Marques de Carvalho
28/02/2018

Anti-revolução Francesa

Eu acordei na semana em que o Brasil parou. Um governo que não merecia flores, agora implora por compreensão. Nas cidades nada, absolutam...