sábado, 24 de março de 2018

Lavrado


Linhas da morte pitadas na estrada.
Porteiras de madeira nas entradas.
Pneus deslizando em curvas,
miragens de águas turvas.
O lavrado desaba em buritizais,
Que nos levam as Serras com seus cheiros.
Da pra ver que a chuva cai distante.
Em um contraste com o céu de outrora, azul e brilhante.
O tempo passa.
O fogo se apaga e só sobra fumaça.
A noite se aproxima,
O sol vai iluminar outras partes do mundo acima.
Por trás da silhueta das Acácias ainda brilha o céu.
Dessa vez numa intensa
cor de mel.

Matheus Barreto Marques de Carvalho
07/12/2014

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