Meus textos longos, incessantemente, não cabem nas tuas frases curtas e minhas vírgulas atrapalham teu ponto final.
Somos muito incompatíveis, ou fazemos essencialmente parte um do outro?
Fragmentos de um quebra cabeça. Duas peças infantis e confusas.
Aguardo
esperançosa por paz constante, mesmo que minha descrença permaneça
intacta. Pensamentos sem nexo, insensatos, como meu amor.
Me
rasgo ao meio, toda vez que minimamente me machuca e me regenero de
forma diligente e dolorosa, por um sorriso ou por falta do teu calor.
Testemunho as linhas de tuas costas cruelmente bonitas, uma tela pintada por anjos caídos;
por ti.
De lágrimas eu te pinto. Incolor e deplorável.
Meus
olhos inchados, enquanto prometo não mais chorar. Enquanto me
questiono, quando virei alguém que chora na presença de outro ser. No
espelho, o reflexo é emotivo, inferior, quase patético.
No
meu peito aperto o nó da culpa, que se faz cada vez mais forte. Anseio
por uma dose letal de qualquer coisa que me faça parar de sentir.
Eu
penso em desistir, internalizo todo o meu vício, talvez isso morra
comigo. Talvez, mesmo em outra vida, eu continue a amar você.
Olívia.
Olívia.
Lindo demais
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